Correios e Ministério das Comunicações se unem contra o Zika vírus

A luta contra o mosquito Aedes Aegypti continua mobilizando os Correios pelo Brasil inteiro. Na última sexta-feira, dia 18, foi a vez de São Paulo, que recebeu uma ação da estatal juntamente com o Ministério das Comunicações.

O mutirão do dia foi realizado na Escola Estadual Professor Milton da Silva Rodrigues, no bairro da Freguesia do Ó. Estiveram presentes o ministro das Comunicações, André Figueiredo, o diretor regional de São Paulo Metropolitana, Eugenio Valentim da Silva, e ainda 20 carteiros.

A vistoria faz parte da campanha Mobilização Nacional da Educação #ZikaZero, criada pelo governo federal.

Durante o evento o ministro conversou com os jovens estudantes do ensino médio, de maneira descontraída, sobre a importância da união da comunidade no combate ao Aedes aegypti. Figueiredo frisou sobre a necessidade de todos fazerem sua parte e ajudarem na eliminação dos focos do mosquito.

O bate papo com os alunos serviu tanto para explicar como deve ser feito o combate, como evidenciou quais as consequências da proliferação do inseto para a saúde pública. Só nos dois primeiros meses de 2016 o Aedes aegypti acometeu mais de 170 mil pessoas com dengue.

O mosquito também é o transmissor da Febre Chikungunya, que já afetou quase 27 mil pessoas em 2016, e do Zika, vírus que tem desolado principalmente as mulheres grávidas, pois a doença pode afetar a saúde mental do bebê, causando microcefalia.

E para ajudar na tentativa de evitar uma grave epidemia em todo o Brasil, o ministério das Comunicações aproveita do auxílio benéfico dos Correios. E o primeiro objetivo é conscientizar os jovens, que têm o poder maior de passar os conhecimentos à família e vizinhos.

“A escola deve ser base para a conscientização da sociedade, pois temos a oportunidade de interagir com crianças e adolescentes, que podem atuar como eficientes multiplicadores nas suas famílias e entre os amigos e vizinhos”, afirmou o ministro Figueiredo que continuou: “Os Correios são próximos dos brasileiros. É uma relação histórica de confiança. Por isso, o contato pessoal facilita o diálogo para alcançar o sucesso necessário nessa mobilização”, ressaltou ele.

Após a conversa entre as autoridades e os estudantes, houve distribuição de material informativo. A ação não se limitou à parte de dentro da escola, e foi estendida ao entorno, onde também foi feita a entrega de panfletos para alertar aos riscos que o mosquito traz à sociedade.

O diretor regional dos Correios em São Paulo, Eugenio Valentim da Silva reafirmou o dever que a instituição tem de estar próxima das comunidades, abraçando causas como esta. “Ao apoiar a ação, os Correios cumprem seu papel de empresa estatal comprometida com a mobilização das pessoas no combate ao Aedes”, afirmou Valentim.

 

Mobilização nacional da educação

O governo federal lançou em fevereiro deste ano a campanha “Mobilização Nacional da Educação” pelo combate ao Aedes aegypti. O objetivo é realizar ações em escolas de todo o país para eliminar focos e conscientizar a população.

As operações são desenvolvidas com a ajuda de professores, diretores, reitores de universidades e de institutos federais, agentes de saúde e da vigilância sanitária, Forças Armadas, governadores e prefeitos, além dos próprios alunos e pessoas da comunidade.

O intuito dos órgãos federais é que a campanha de conscientização e orientação para o combate aos criadouros do mosquito permaneça até o final do ano em todo o Brasil.

Quando a campanha foi lançada, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou que a prevenção é a melhor opção para combater o Aedes aegypti e que a mobilização das redes pública e privada de educação fará toda a diferença.

“Só na rede pública são mais de 200 mil escolas. Através da sala de aula podemos manter informada a juventude, as crianças e elas levarem para dentro de casa uma nova atitude. Todo mundo tem que gastar 15 minutos por semana para não deixar nada de água parada dentro de casa”, disse Mercadante.

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